

Saí do teatro encantada e orgulhosa de ver uma produção teatral e musical desse nível sendo feita no Brasil. Em vários momentos, tive a sensação de estar na Broadway.
O roteiro é impecável, o cenário e a direção de arte são surpreendentes, e o elenco é de arrepiar. Além da Cláudia Raia, que conseguiu ir além das minhas altas expectativas, todos do elenco são completos, cantam, dançam e interpretam de um jeito que prende a gente do começo ao fim. Foram três horas de espetáculo que passaram voando.
E que mulher foi Tarsila do Amaral! Uma das grandes artistas brasileiras, que ajudou a mudar a forma como o Brasil se via e era visto através da arte. Uma mulher à frente do seu tempo, que circulou entre o Brasil e a Europa, conviveu com grandes nomes da arte e deixou uma obra que se tornou parte da nossa identidade cultural. Tarsila nos deixou muito mais que o Abaporu, que, aliás, lamentavelmente está na Argentina.
A peça nos aproxima de Tarsila, da mulher por trás da artista, de suas escolhas, seus amores, suas dores, sua trajetória. E talvez por isso saí do teatro me perguntando por que um país que produz artistas tão extraordinários tantas vezes demora tanto para reconhecer e valorizar seus próprios talentos?
Essa pergunta me levou de volta à história do Modernismo brasileiro e às relações de Tarsila e de outros modernistas com Minas Gerais.
Escrevi sobre essa história em um artigo, publicado na aba Artigos desse site. Convido você a continuar essa conversa e conhecer um pouco mais sobre os modernistas, suas passagens por Minas Gerais e as histórias que nos ajudam a compreender esse momento tão importante da nossa cultura.
Leia o artigo completo “ Entre histórias e arte” na aba Artigos.

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